Terça Feira, 3 Jan. 2012
RETROSPECTIVA MAMATRACA - TODA MÃE SE SENTE SÓ
Um dos nossos objetivos no Mamatraca é falar de mãe para mãe. Compartilhar vivências, trocar experiências, conversar... sobre coisas boas e coisas não tão boas assim. Desta forma, não poderíamos deixar de tocar no assunto Solidão. Nas nossas reuniões de pautas percebemos que todas já havíamos, de alguma maneira, nos sentido sozinhas, e percebemos que esse assunto precisava ser abordado no site.
Chegamos à metáfora do tsunami para a maternidade: uma onda enorme e muito forte que nos invade e requer muita reorganização, interna e externa. No Tricô apresentamos justamente três fases dessa “onda”. Anne Rammi ainda sente que está imersa em todas as emoções e mudanças que a maternidade apresenta, Carol Passuello percebe que sua vida já está voltando ao normal, a fase de maiores mudanças já passou, e Priscilla Perlatti passou por tudo isso e sobreviveu.
Tivemos muitos comentários emocionados e verdadeiros no site, e um dos que mais nos tocou foi da Juliana Ramos, que também fez um post no seu blog para explorar melhor a questão:

O assunto também repercutiu nas redes sociais, como no twitter, por exemplo:

No Mamatraca quer Saber propusemos a discussão de qual momento foi o mais difícil desde que cada uma de nós virou mãe. Roberta Lippi compartilhou sua experiência de quando se viu só – sem mãe nem marido – com uma menininha nos braços e abriu o debate. Anna França pontuou que, mãe de segunda viagem, achava que teria domínio completo da situação com o segundo filho, o que não se confirmou:

Para conversar sobre esse tema, tivemos a nossa primeira entrevistada internacional: Laura Gutman. Psicoterapeuta familiar, nasceu em Buenos Aires e viveu em Paris, onde se graduou em psicopedagogia clínica e foi discípula de Françoise Dolto. Sua experiência resultou em uma linha de pensamento única sobre a realidade emocional das mulheres que se tornam mães e o amparo necessário que demandamos:
“Na verdade, nenhuma mãe deveria estar sozinha com um filho pequeno nos braços. A espécie humana foi desenhada para andar em manadas, em tribos. Nós, mães modernas, precisamos organizar uma tribo que nos apóie e ofereça companhia e compreensão”.
As palavras carinhosas e acolhedoras de Laura repercutiram no site, e nas redes sociais. Um dos elogios veio da querida Glau Nunes:

E já que a solidão parece fazer parte da maternidade, o que podemos fazer para lidar melhor com ela? No Mamaview apresentamos um programa super legal para famílias que gostam de música e diversão: o Sambebê!

Faz muito bem para a mamãe!
No Colcha de Retalhos decidirmos compartilhar histórias e pedimos às mães que gravassem um vídeo com o tema Eu também me senti só. Recebemos muitos relatos emocionantes e verdadeiros, e a Mammy to Be ofereceu um brinde ao vídeo mais votado. A ganhadora foi a querida Tatiana Colla, que contou sua história. Vamos conferir de novo?








